Com meu divórcio em 1989, meu filho foi morar comigo e isto fez toda a diferença, porque se ele ficasse vivendo com sua mãe e eu não me dando bem com ela, nós terminaríamos por nos afastar ou não manteríamos um relacionamento tão afetuoso. Mas como ele decidiu ir morar comigo nós nos aproximamos ainda mais e, além de pai e filho, ainda desenvolvemos uma amizade e cumplicidade muito forte que não terá fim jamais. Foi mais uma decisão acertada, graças a Deus!
O começo não foi fácil, mas o Ricardo estava tão feliz que sua felicidade me contagiava, nós seríamos felizes mesmo dormindo em colchões sobre o chão, porque o importante é que estávamos juntos e livres da tormenta que nos castigava, a sensação de liberdade e paz é estonteante, depois nos acostumamos com ela e deixamos de sentí-la, mas no começo isto é enebriante.
Ricardo sempre foi aquele filho dos sonhos de qualquer pai, era lindo e forte, extremamente alegre e feliz (apesar das crises) e sempre demonstrou imenso amor, carinho e respeito por seus pais. Quando criança eu li a história do rei inglês "Ricardo Coração de Leão" e decidi que quando tivesse um filho ele se chamaria Ricardo e seria forte e valente como o rei daquela lenda inglesa.
Fiquei imensamente feliz ao batizá-lo com este nome e ver que, enquanto crescia, ele ia ficando a cada dia mais bonito, forte e valente, realizando sonhos que eu considerava para sempre perdidos. Por isto eu o amo tanto, eu o amo como filho amoroso e respeitoso, como homem forte e correto (que só usa sua força em defesa própria ou dos mais fracos), como amigo que me apoia em meus momentos de dificuldade e como o ser humano honesto e verdadeiro que ele se tornou. |